Colégio Santa Cruz

Colégio Santa Cruz - Cursos - Ensino Fundamental 2 - Introdução

Introdução

Momento na escolaridade

Como condição inicial, temos as aquisições da primeira fase do Ensino Fundamental; esses conhecimentos e habilidades deverão ser desenvolvidos e ampliados para formar uma base consistente de saberes com os quais o aluno, então de posse de novo grau de autonomia, enfrentará os anos de Ensino Médio e seguintes. É fácil perceber o grande contraste entre as formas escolares próprias do Ensino Fundamental 1 e do Ensino Médio, sugerindo ser o Ensino Fundamental 2 uma ponte que leva de um ao outro. De fato, temos, na primeira fase do Ensino Fundamental, uma aprendizagem pouco fragmentada, com um professor ou uma professora por sala integrando pelo menos cinco áreas: Português, Matemática, Ciências, História e Geografia. Daí resulta uma prática que pode atender mais adequadamente à necessidade de se atribuir significado às aprendizagens a partir de integrações disciplinares (projetos) e contextualizações sempre próximas ao universo do aluno. Na outra ponta, no Ensino Médio, temos o aluno lidando com um conjunto relativamente grande de disciplinas, cada uma com sua metodologia própria, o que exige dele não apenas a autonomia para incorporar essas diversas formas de tratar o conhecimento em sua complexidade crescente, mas também a capacidade de produzir integrações e sentidos, para que as aprendizagens possam transcender, como é seu objetivo, o mundo da escola.

Colocado a meio caminho entre o Ensino Fundamental 1 e o Ensino Médio, ainda que tenha que realizar a passagem de um sistema ao outro, o Ensino Fundamental 2 não se resume, entretanto, à imagem de uma ponte. Antes, realiza essa tarefa com naturalidade, subordinando-a aos objetivos traçados em consonância com as características e necessidades da faixa etária, ou seja, com os estágios específicos de desenvolvimento cognitivo, emocional e moral dos estudantes. É, portanto, atento a esses parâmetros que o Ensino Fundamental 2 encontra sua identidade.

Neste curso, acentua-se uma importante mudança na relação do aluno com a escola. Percebida até então como uma extensão do lar, a escola irá se revelando como algo pertencente ao círculo do que é público, do espaço social mais amplo, e aquilo que o aluno realizava movido tantas vezes pelo seu amor à professora, ele cada vez mais o perceberá como parte de suas obrigações sociais em um mundo que ultrapassa o privado. Ele deverá aos poucos reconhecer que o conhecimento aqui se adquire em um contato que, preservadas as condições das individualidades, é impessoal, institucionalizado; e isto não significa falta de amor, de calor humano ou do valor das relações solidárias, até porque a verdadeira função das normas e da institucionalização das formas escolares de relacionamento é garantir que cada um tenha espaço suficiente e condições de proceder a suas escolhas pessoais, a fim de construir e desenvolver a sua maneira particular de estar no mundo.